08 fevereiro, 2020
Quando a Terapia Dói!
Quem percebe que fez algo errado, tem a chamada dor de consciência!
E na terapia normalmente nos damos conta de enganos passados ou atuais. E se você for normal, a terapia vai doer!
Era mais confortável antes quando podíamos continuar errando e colocando a culpa no outro ou não vendo o que fazíamos! Antes de sentir culpa. Antes de ganhar um chicotinho imaginário para nos autoflagelar.
Puxa.... achei que ia melhorar na terapia e piorei. Ganhei consciência de aspectos que nem imaginava! É, ganhar consciência não é tão simples! Podemos cair facilmente no poço que abarca o sofrimento, chamado "autocentramento".
Conduzir a terapia de modo não autocentrado é um desafio. Poder ver os erros de uma identificação e trabalhar em não se identificar é tarefa delicada, mas deve ser fundamental.
Uma pessoa em terapia é uma pessoa que se transforma para as pessoas ao redor. Vira uma mãe melhor, uma esposa diferente, uma amiga que aprende a ouvir e a acolher. Mas para a pessoa em si o sofrimento pode aumentar - com o atenuante de ser controlável ou em ser acolhido pelo terapeuta. Mas não é dependência do terapeuta que buscamos e sim autonomia. Em sim conhecer a mente.
05 fevereiro, 2020
Terapias - Olhando Além
Por Milene Siqueira
Lembro de uma imagem com um prédio caindo e alguém subindo com uma escada onde os degraus eram palavras como florais, massagens e óleos essenciais, remetendo a apoios insuficientes de uma declarada queda - algo assim.
Concordo com a imagem, também acho perigoso quando usamos recursos naturais como apenas socorros emocionais.
Não que eles não sejam, são e muito. Óleos essenciais, por exemplo, acalmam, equilibram, estimulam. Todo recurso de prática terapêutica é cheio de elementos que contribuem para restabelecer o equilíbrio perdido. Porém, focar no uso com base em paliativos não é muuuiiiito diferente de utilizar a alopatia para doer menos, para anestesiar. E em nada para aprender. Ainda que, sim digamos, que este ou aquele recurso tem o benefício singular da energia vital, orgânica, biocompatível, etc
Aprender implica em paciência, tolerância, construindo bases de fortalecimento e resiliência - e para tanto precisaremos olhar, sem tapar buracos, sem anestésicos. É uma arte que se aperfeiçoa no experienciar. Lidar com nossas emoções de forma não aversiva, não dolorida, mas afetiva, autocompassiva.
Sim! Há momentos que o que temos unicamente a fazer é apagar o incêndio! Mas fora do perigo, precisaríamos olhar num nível bem mais amplo para a condução dos cuidados terapêuticos. Que por base, inclui o equilibrio constante dos elementos em nosso ser. Penso que Hipócrates tinha mesmo razão, quando disse:
"Um banho perfumado e uma massagem aromática, todos os dias, constituem o melhor caminho para se ter o corpo e a mente saudáveis" | Hipócrates, século IV a.C.
O autoconhecimento bem dirigido traz consciência. E consciência costuma doer, mas também nos ampara e ajuda a amparar aos demais ao nosso redor - sendo mais cuidadosos, pacientes, compreensivos com as dores alheias. Ser consciente - trazer lucidez aos nossos processos ajuda demais! Beneficia e resolve muitas questões.
Lembro de uma imagem com um prédio caindo e alguém subindo com uma escada onde os degraus eram palavras como florais, massagens e óleos essenciais, remetendo a apoios insuficientes de uma declarada queda - algo assim.
Concordo com a imagem, também acho perigoso quando usamos recursos naturais como apenas socorros emocionais.
Não que eles não sejam, são e muito. Óleos essenciais, por exemplo, acalmam, equilibram, estimulam. Todo recurso de prática terapêutica é cheio de elementos que contribuem para restabelecer o equilíbrio perdido. Porém, focar no uso com base em paliativos não é muuuiiiito diferente de utilizar a alopatia para doer menos, para anestesiar. E em nada para aprender. Ainda que, sim digamos, que este ou aquele recurso tem o benefício singular da energia vital, orgânica, biocompatível, etc
Aprender implica em paciência, tolerância, construindo bases de fortalecimento e resiliência - e para tanto precisaremos olhar, sem tapar buracos, sem anestésicos. É uma arte que se aperfeiçoa no experienciar. Lidar com nossas emoções de forma não aversiva, não dolorida, mas afetiva, autocompassiva.
Sim! Há momentos que o que temos unicamente a fazer é apagar o incêndio! Mas fora do perigo, precisaríamos olhar num nível bem mais amplo para a condução dos cuidados terapêuticos. Que por base, inclui o equilibrio constante dos elementos em nosso ser. Penso que Hipócrates tinha mesmo razão, quando disse:
"Um banho perfumado e uma massagem aromática, todos os dias, constituem o melhor caminho para se ter o corpo e a mente saudáveis" | Hipócrates, século IV a.C.
Bom, sabemos o quanto de dificuldades muitas pessoas encontram em se quer poder se alimentar - nem digo bem, digo se alimentar! Quem diria o mais... como um banho e massagens aromáticas! A vida urbana dentro do sistema é complicada, adoece.
Mas, imaginando aqui que você esteja um pouco que seja podendo se cuidar... lembre-se que em nível básico os melhores aliados da sanidade como um todo, estão no equilíbrio dos elementos - ar, fogo, água, terra! E seja, por exemplo, indo pro mar, pra cachoeira ou apenas conscientizando-se no banho do chuveiro, faça contato com os elementos naturais a nível grosseiro,físico. E onde eles também estão presentes mas em modo mais sutil - nos óleos essenciais, florais, homeopatia, acupuntura, na dança, e enfim em todas as terapias!
Na bem da verdade os elementos estão presentes em nós, mas nunca ou raramente tivemos o hábito de acessar a energia deles em nós, então usamos o modo físico através da atenção da consciência e também da energia como ponte.
Na bem da verdade os elementos estão presentes em nós, mas nunca ou raramente tivemos o hábito de acessar a energia deles em nós, então usamos o modo físico através da atenção da consciência e também da energia como ponte.
Segundo, autoconhecimento e conhecimento! Elemento ar incluído aqui também! Importantíssimo para adquirir consciência!
Nenhum recurso ainda que natural, sejam óleos essenciais, cristais, florais, técnicas corporais ou energéticas, nos trarão consciência! Simplesmente porque nossa consciência não pode ser produzida de forma autônoma por algo externo a nós mesmos. Eles podem auxiliar, principamente ajudando a restaurar a harmonia, alterando a vibração e até mesmo formas de comportamento, ou ainda auxiliando uma sutil compreensão, ampliando assim as possibilidades de consciência. De forma direta eles não nos ensinam, mas teremos acesso a possibilidades mais abertas, disponíveis em aprender, em conscientizar.
O autoconhecimento bem dirigido traz consciência. E consciência costuma doer, mas também nos ampara e ajuda a amparar aos demais ao nosso redor - sendo mais cuidadosos, pacientes, compreensivos com as dores alheias. Ser consciente - trazer lucidez aos nossos processos ajuda demais! Beneficia e resolve muitas questões.
Mas... somente parando por aí, em ter a consciência do porque agimos de tal forma, dos mescanismos de proteção, etc, pode nos deixar estagnados em algumas partes, operando situações e lembranças em rigidez,fixação, dor. Até que, se conduza a um elemento importantíssimo, o espaço! Que compreende visão, abertura, criatividade, sabedoria, amor e compaixão!
22 janeiro, 2020
Sensações Sempre
Tomamos banho todos os dias... mas quando é que paramos por 1 minuto que seja para sentir a água? Tocando nossa pele, a água quentinha passando sobre nós, relaxando os músculos...
Se estivermos em uma cachoeira, provavelmente nós vamos dar conta das sensações... sentiremos a água gelada fazendo contato com nosso corpo, nos arrepiaremos, fugiremos ou nos entregaremos à ela... mas e por que não todo dia, abrindo a torneira e "experienciando" a água?
Quando comemos algo novo e bem saboroso, também nossas pupilas gustativas se surpreendem! Mas porque no dia a dia, sim, com as comidinhas de sempre não paramos para colocar atenção?
Estar em uma montanha pela primeira vez, sentir o vento gelado no corpo... mas porque não colocar nossa consciência naquela ventania da tarde que sempre bate nas janelas?
Por que não tirar os sapatos em casa e tocar o chão, ou naquele canteirinho de jardim?
Não precisa ir viajar, ir longe, perceba você mesma quantas vezes já viajou e não sentiu, não se relacionou com a vida! Tente hoje aí onde você está, sinta!Facilmente também deixamos as sensações por receio... porque rotulamos como algo bom e ruim. E se nós nos abrissemos para sentir sem rotular? Se fossem somente sensações diferentes?
A vida é sinônimo de sensações, mas os sentidos nós é que reconhecemos!
Texturas, paladares, visões, aromas, toques, intuições... mas que tão frequentemente não percebemos, porque vamos vivendo meio enjaulados nos pensamentos, longe do momento presente, longe de um corpo, de uma relação com a vida e dos seus sentidos!
26 novembro, 2019
Atenção Plena na Raiva
—Thích Nhat Hạnh
"Quando quer que uma semente, digamos a semente da raiva, surja na nossa sala de estar e se manifeste como uma formação mental, a primeira coisa que nós podemos fazer é tocar a semente da atenção plena e convidá-la para entrar também. Agora nós temos duas formações mentais dentro da sala de estar. Isso é atenção plena na raiva. Atenção plena é sempre atenção plena em alguma coisa. Quando nós respiramos com atenção plena, isso é atenção plena na respiração. Quando nós comemos com atenção plena, isso é atenção plena no comer. Então, nesse caso, a atenção plena é atenção plena na raiva. A atenção plena reconhece e acolhe a raiva. O que quer que estejamos fazendo, seja cozinhando, varrendo, andando, respirando, nós podemos continuar gerando a energia da atenção plena, e a semente da atenção plena em nós se tornará mais forte.
A raiva não é inimiga. Ambas atenção plena e raiva são nós mesmos. A atenção plena está lá não para suprimir ou brigar contra a raiva, mas para reconhecê-la e cuidar dela – é como um irmão mais velho ajudando um irmão mais novo. Assim, a energia da raiva é reconhecida e acolhida gentilmente pela energia da atenção plena.
Nossos blocos de dor, mágoa, raiva e desespero querem surgir na nossa consciência, na nossa sala de estar, porque eles cresceram e precisam da nossa atenção. Eles querem subir, mas nós não queremos que esses convidados indesejados subam porque eles são dolorosos. Não queremos encará-los, então enchemos a sala de convidados. Ligamos para uma amiga. Pegamos um livro. Ligamos a televisão.
Se pudermos aprender a não ter medo dos nossos “nós de sofrimento”, começamos a deixar que eles circulem e aprendemos como acolhê-los e a transformá-los com a energia da atenção plena. Reconhecemos, acolhemos e cuidamos dessas energias negativas.
Toda vez que você dá às suas formações internas um banho de atenção plena, os blocos de dor em você se tornam mais leves. Então dê à sua raiva, ao seu desespero, ao seu medo, um banho de atenção plena todos os dias. Após alguns dias ou semanas trazendo-nas a tona diariamente e as ajudando a voltar novamente lá pra baixo, você cria uma boa circulação na sua psique."
"Quando quer que uma semente, digamos a semente da raiva, surja na nossa sala de estar e se manifeste como uma formação mental, a primeira coisa que nós podemos fazer é tocar a semente da atenção plena e convidá-la para entrar também. Agora nós temos duas formações mentais dentro da sala de estar. Isso é atenção plena na raiva. Atenção plena é sempre atenção plena em alguma coisa. Quando nós respiramos com atenção plena, isso é atenção plena na respiração. Quando nós comemos com atenção plena, isso é atenção plena no comer. Então, nesse caso, a atenção plena é atenção plena na raiva. A atenção plena reconhece e acolhe a raiva. O que quer que estejamos fazendo, seja cozinhando, varrendo, andando, respirando, nós podemos continuar gerando a energia da atenção plena, e a semente da atenção plena em nós se tornará mais forte.
A raiva não é inimiga. Ambas atenção plena e raiva são nós mesmos. A atenção plena está lá não para suprimir ou brigar contra a raiva, mas para reconhecê-la e cuidar dela – é como um irmão mais velho ajudando um irmão mais novo. Assim, a energia da raiva é reconhecida e acolhida gentilmente pela energia da atenção plena.
Nossos blocos de dor, mágoa, raiva e desespero querem surgir na nossa consciência, na nossa sala de estar, porque eles cresceram e precisam da nossa atenção. Eles querem subir, mas nós não queremos que esses convidados indesejados subam porque eles são dolorosos. Não queremos encará-los, então enchemos a sala de convidados. Ligamos para uma amiga. Pegamos um livro. Ligamos a televisão.
Se pudermos aprender a não ter medo dos nossos “nós de sofrimento”, começamos a deixar que eles circulem e aprendemos como acolhê-los e a transformá-los com a energia da atenção plena. Reconhecemos, acolhemos e cuidamos dessas energias negativas.
Toda vez que você dá às suas formações internas um banho de atenção plena, os blocos de dor em você se tornam mais leves. Então dê à sua raiva, ao seu desespero, ao seu medo, um banho de atenção plena todos os dias. Após alguns dias ou semanas trazendo-nas a tona diariamente e as ajudando a voltar novamente lá pra baixo, você cria uma boa circulação na sua psique."
12 novembro, 2019
Psicoaroma? Aromaterapia? Óleos Essenciais?
Psicoaroma ou:
Psicoaromaterapia:
Aromaterapia: nome dado por René-Maurice Gattefossé em 1928, para a a terapia do uso dos óleos essenciais.
Psicoaromaterapia é portanto o uso dos óleos essenciais aplicados mais especificamente às emoções, ao espectro psicológico.
Psicoaromatologia:
Aromatologia: nome recente, da década de 70, que cunha um espectro mais científico e farmacológico ao uso dos óleos essenciais, ampliando e especificando aplicações diversas como na agronomia, veterinária, medicina, psicologia, gastronomia, odontologia, etc
Aromaterapia e óleos essenciais:
Há milhares de anos, os chineses, egípcios e árabes iniciaram a arte de extrair e fazer uso dos óleos essenciais (oes).
Mas o termo Aromaterapia só surgiria na década de 20 por René-Maurice Gattefossé, Ph.D., um químico francês. E atualmente conta com o reconhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), como forma de tratamento que propicia harmonia entre corpo-mente.
Óleos essenciais são pequenas gotas entre as células vegetais de folhas, flores, frutos, raízes, gramíneas, resinas. Essas gotículas agem como hormônios, reguladores e catalisadores. O aroma exalado é geralmente muito agradável, pois serve de defesa à vírus, bactérias e micróbios que somente proliferam em ambientes fétidos.
A Aromaterapia utiliza-se somente de óleos essenciais (100% natural e vegetal) - que permitem uma troca orgânica tanto em sinergia entre os elementos (composição), como na sinergia vital entre a essência e o indivíduo a ser tratado.
Note que todo óleo essencial é uma essência, porém, nem toda essência é um óleo essencial!
11 novembro, 2019
Junípero
por Pedro Paulo Monteiro
(...)
Pelo fato de o nosso corpo não ser uma máquina a produzir efeitos, baseados em suas causas, e sim uma complexidade simbólica, a aromaterapia propicia diminuir diversos sofrimentos, tais como: irritabilidade, raiva, inquietação, ansiedade, tensão de expectativa, angústia, medo, culpa, retraimento, apatia, indolência, pensamentos obsessivos que geram fadiga, melancolia, desconcentração, tristeza, depressão.
A aromaterapia é alquimia natural. Paracelso, por exemplo, dizia que um médico deveria aprender a linguagem da natureza para dominar a medicina. Atualmente, com o avanço da ciência tecnológica fica difícil acreditar no aroma terapêutico. As pessoas estão habituadas a pensar erroneamente somente em “problemas reais”, ou seja, problemas que possam ser analisados pelos aparelhos de medição. O que não se pode medir não significa que inexista.
O corpo é o palco de manifestação daquilo que somos. Ao estarmos bem, temos liberdade de expressão, caso contrário nós apresentamos movimentos bloqueados e lentificados. Tudo depende do ser e estar de cada um. Quando dizemos que estamos com raiva, não raro podemos estar inflamados. Ou quando dizemos que estamos de “saco cheio” podemos estar entupidos de secreção.
O corpo tem linguagem própria, recusa o pensamento lógico. Mesmo que queiramos dar coerência aos sintomas caímos na armadilha do erro. O corpo é história e, portanto, memória. Tudo está nele, e vem com ele na travessia do tempo.
Nesse sentido, a aromaterapia pode contribuir bastante em nossa prática. Se experimentarmos usar alguns óleos essenciais quando estivermos alongando, ou mesmo fortalecendo alguns grupos musculares, teremos efeitos no tratamento de todo o indivíduo. Por assim dizer, a relevância da aromaterapia associada à fisioterapia vai mais longe, porque trabalhamos o ser individual como um todo integral.
Por exemplo, eu atendo uma senhora de 80 anos de idade que apresenta artrose de joelhos. O joelho direito já sofreu artroplastia total, e o esquerdo estava caminhando para a cirurgia. Segundo ela, fez fisioterapia “liga e desliga” durante quinze anos, o que só contribuiu para mais dor e a cirurgia como último recurso.
Há um mês, além das técnicas convencionais de alongamento e organização corporal, estou usando óleo de Junípero (Juniperus communis) para eliminar a dor e diminuir os espasmos protetores. Ela já flexiona o joelho a 90 graus, o que antes parecia impossível. A dor tem diminuído muito, e ela já consegue subir e descer escadas. Como ela diz: “estou muito mais esperançosa”. Sem dúvida, não é somente o óleo de Junípero, mas com certeza ele tem feito diferença no processo terapêutico, principalmente no que diz respeito ao tempo de recuperação.
Pela perspectiva psicossomática podemos fazer uma leitura interessante. As articulações são nossas “encruzilhadas psicossomáticas”, a mobilidade que nos permite ir adiante. A artrose, como todos sabem, é a degeneração, a representação do desgaste temporal. Tudo o que carregamos através de nosso plano anímico-corporal. O joelho se curva, é a articulação que simboliza a humildade. Não quero afirmar que ela não seja uma pessoa humilde, mas ela sempre fora uma mulher a cuidar de todos, sem ter retribuição do cuidado. Ou seja, cuidar, sem aceitar ser cuidado é uma postura de falta de humildade para consigo mesma. Durante anos ela cuidou do pai doente até a morte dele, depois veio a mãe, e ela mais uma vez exerceu o seu papel de filha cuidadora, não encontrou ninguém para estar ao lado dela, e hoje vive sozinha. Ela se condenou, carregando no corpo as dores (artrose) da recusa em curvar-se sobre si mesma e aceitar se libertar.
O arbusto do Junípero nasce por toda a região mediterrânea, e tem propriedades purificantes e desintoxicantes. Está sempre verdejante - o símbolo do momento presente, da renovação. Assim, possui efeito de limpar o passado, renovar o presente, e permitir o caminhar em direção ao futuro.
A dor é sempre resistência, recusa do fluxo da vida, imolação. O corpo serve de referência para entendermos que algo precisa ser modificado, porque ele é uma estrutura dinâmica.
Portanto, ela está conseguindo abandonar o passado e seguir adiante, rumo a novas descobertas. Não há idade certa para fazer ou deixar de fazer qualquer coisa. O tempo é agora.
Tudo começa onde estamos. Somos poesia porque somos autoconstrução contínua.
Para finalizar, eu acredito na poesia do corpo, e como está escrito no livro Quem Somos Nós? O Enigma Do Corpo:
“A poesia utiliza-se de uma linguagem metafórica que tem ritmo, pulsação. Do mesmo modo, o corpo humano existe porque tem ritmo e pulsação sustentados por campos eletromagnéticos. Sabemos que a matéria é constituída por partículas minúsculas em um vasto vazio do espaço, unidas por campos elétricos. Em síntese, o corpo é plástico porque é energia em ação.” (Monteiro, 2004:14)
Interações Instintivas
por Milene Siqueira
Cada ser humano possui um aroma único, um cheiro impresso tão individual quanto sua impressão digital, embora não seja estático.
A impressão olfativa, é um padrão em constante estado de fluxo, determinado por uma variedade de fatores, incluindo: composição genética (principalmente etnia), estado de saúde, os alimentos que ingerimos, os remédios que tomamos, e até mesmo a água que bebemos!
Nosso corpo é constituído de dois tipos de glândulas sudoríparas: as apócrinas e écrinas. A responsável pelo conhecido mau cheiro são as apócrinas que estão localizadas nas axilas, couro cabeludo e virilha, a secreção destas glândulas é drenada, não por poros da pele, mas pelos folículos dos pelos destas regiões. Este suor além de água e eletrólitos como o das glândulas écrinas, contém ainda gorduras e proteínas, e alguns outros elementos como hormônios e alcalóides, derivados de certos alimentos que podem produzir odores próprios. Essas gorduras e proteínas entram em contato com as bactérias da pele, produzindo o mau cheiro (bromidose). É na puberdade que estas glândulas intensificam a sua atividade.
Teoricamente quanto mais verduras e frutas forem usadas na alimentação mais sutis as pessoas tenderiam a se tornar. Porém, esse capítulo fica à parte, pois além de complexo, depende muito de cada organismo, e principalmente da combinação de alimentos x enzimas digestivas. Porém é importante conhecer seu comportamento digestivo, e adequá-lo a uma alimentação que lhe faça "cheirar bem"!
Estados emocionais também alteram o cheiro do corpo notavelmente, e tudo é um ciclo: estados corporais gerando estados emocionais, e vice versa, e em meio disto: o odor!
Nem sempre a pessoa consegue notar o seu próprio cheiro. Pessoas com maior contato com os óleos essenciais se beneficiam, pois conseguem aos poucos diagnosticar outros diversos aromas - incluindo os de seu próprio corpo -, vão percebendo sutis diferenças, estando assim alerta ao início de desordens, infecções. Aguça-se a percepção olfativa, e estende-se para outros níveis.
O sentido olfativo da mulher é geralmente mais discriminativo do que o do homem, daí uma interpretação biológica para a “intuição” feminina.
No corpo, o vômer, ou órgão vomeronasal (OVN), com suas células quimiosensitivas, é o responsável por detectar sinais químicos como os feromônios, e regula comportamentos sexuais e sociais. Em comparação, talvez possamos dizer que o órgão vomeronasal esteja para o nariz, como o cerebelo está para o cérebro!
Pessoas sem olfato (anosmia) tendem a problemas sexuais, hormonais, incluindo órgãos reprodutivos pouco desenvolvidos. Pessoas com redução do olfato (hiposmia) - o que é bastante comum de acontecer ao longo da vida - geralmente tem a diminuição da libido.
É toda essa impressão olfativa que determina muitas de nossas respostas instintivas aos outros, aqueles que nos atraem, aqueles de quem não gostamos, e aqueles com quem escolhemos nos unir. Se nossos padrões mudam, a química do nosso corpo também reage, repelindo o outro. Vamos nos afastando, olhamos de lado, não encaramos, como quem quer colocar o nariz longe.
ICH KANN IHN NICHT RIECHEN, é uma expressão em alemão que ilustra bem o quanto o cheiro é fundamental, significa “não posso cheirá-lo”, que é uma afirmação de um intenso desgosto. E sem cheirar, "desgostosa" vai ficando a vida!
E acredito que a aversão também possa ser uma das causas psicossomáticas para a diminuição ou mesmo perda olfativa - como uma maneira inteligente do corpo em permanecer em relações que não "cheiram" mais bem!
Assinar:
Postagens (Atom)
-
p or Milene C. Siqueira Raiva, assunto delicado. Só notamos a raiva, similar a um vírus inativo que carregamos e que conforme o ambiente se...
-
São tantas emoções - já dizia o cantor popular. E experimentamos essas emoções no nosso corpo, não na nossa mente. A emoção é antes de tudo ...
-
por Milene Siqueira Os óleos essenciais (oe) estão classificados em três níveis olfativos caracterizados por suas notas, são el...
