Mostrando postagens com marcador óleos essenciais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador óleos essenciais. Mostrar todas as postagens

15 março, 2022

Meditando com os Aromas


Essa meditação é inspirada em texto da perfumista Mandy Aftel:


Vá para um ambiente em que não seja perturbada, sente-se em uma posição confortável e esteja com o óleo essencial escolhido. 
Inale do próprio vidrinho ou coloque uma gota em um lenço, ou em um pires. Em meditação em grupos, pode ser feito um borrifador e aspergir como uma chuva aromática ou colocar um difusor de ambiente, como o aromatizador elétrico.

Inspire profundamente o aroma por três vezes, soltando o ar também pelo nariz.
Mantendo os olhos abertos, imagine sua consciência se dissolvendo dentro do aroma, como se estivesse tocando-o, imergindo nele, fluindo com ele. Quando atingir o ponto de saturação, feche os olhos para se distanciar de todos os sentidos que não seja o olfato.

Deixe-se viajar profundamente para dentro de você, preservando o aroma que escolheu, e toque-o com sua visão dele. 

Construa uma imagem interior da essência - a essência da essência. Imagine-a como um espectro, um animal, uma lembrança, uma música ou uma dança, qualquer coisa que lhe pareça inteiramente representada pela impressão profunda do aroma. Você verá que cada aroma sob o qual meditar cria uma imagem interna e uma experiência meditativa diferentes.

Recomece. Repita as fases exterior (olhos abertos) a interior (olhos fechados) alternadamente, até que sua alma se sinta plena. Depois date e anote suas percepções sobre as meditações.

Esse exercício a ajudará a incutir em sua consciência uma conexão viva com uma essência específica e, através dela, com a dimensão espiritual dos aromas em geral.




.


01 julho, 2021

Notas Aromáticas em Psicoaroma

Este texto é de 2011, publicado no blog Aromais.

por Milene Siqueira

Os óleos essenciais (oe) estão classificados em três níveis olfativos caracterizados por suas notas, são elas: alta (ou topo/cabeça/saída), média (meio/coração/corpo) e de base (básica/fundo), que referem-se a taxa de volatilidade de um oe. 


Assim, as notas altas são a primeira impressão olfativa a serem sentidas em um perfume. Já o que permanece e fixa o aroma são as essências de notas base, as quais serão sentidas por longo tempo. As médias são a alma, o coração de uma fragrância, e fazem o vínculo harmonioso, ligando notas altas á básicas, e predominam assim que a nota alta se dispersa.
Uma bela "melodia" olfativa irá depender deste prévio conhecimento trino, ou de uma boa percepção intuitiva!

Cada óleo essencial é classificado por notas dentro das famílias aromáticas e mais precisamente de forma individual.
Há também óleos essenciais com notas intermediárias (ex.: base leve, média para básica), e outros com várias notas ao mesmo tempo (multinotas), também consideradas essências de ponte. A maioria dos livros de consulta a óleos essenciais traz a referência de qual nota pertence cada oe (havendo também divergências ou classificações pessoais conforme cada autor). 

Em geral, considera-se:
Nota alta: cítricos, mentolados, canforados, coníferas.
Nota média:  florais, especiarias, herbáceos.
Nota básica: amadeirados, terrosos, resinosos, doces/abaunilhados.

Mas não é só para a perfumaria que o conhecimento de notas aromáticas vale, mas quando pensamos em tratamento, em Aroma como Terapia (Aromaterapia!), e mais especificamente em Psicoaroma!

As características abaixo servem como ponto de partida, pois cada família aromática e especialmente cada óleo essencial carrega consigo singularidades devendo-se, portanto, levar em conta demais aspectos.

Notas Altas - Vamos imaginar o Eucalipto, ou um Limão e seu frescor, a limpeza, pureza... 
Os aromas com nota alta são os mais voláteis, impetuosos, lúcidos, brilhantes, juvenis; são como a brisa que abranda no alto verão. São aromas que movimentam, despertam! 
Grande parte tem ação solvente, adstringente e emoliente. 
Atuam melhor nos aspectos da mente consciente (acontecimentos presentes, instantâneos e periféricos). Agem rapidamente, guiam e ajudam pessoas que precisam suavizar a jornada, trazer luz, alegria, ânimo, leveza, flexibilidade, desapego, alívio, descongestionar, abrir "caminhos", pensamentos e a respiração. Pensando nisso tudo, dá para entender porque somem tão rápido quanto chegam... são livres, leves e soltos! "Acendem a luz" e concedem passagem! 


Notas Médias -  Ligação. Podemos imaginar ou sentir um Ylang Ylang ou um Gerânio. Os aromas com nota média corporificam, envolvem, enlaçam. Traz totalidade, característica da união harmoniosa a que são destinadas. 
A maioria destas essências é sedativa. Atua melhor nos aspectos da mente pré-consciente/subconsciente (acontecimentos do passado com fácil acesso a recordar, crenças adquiridas, automáticas - nível mental intermediário).
Essas essências exalam conforto afetivo, e propiciam virtudes para a resolução de questões ligadas ao afeto, pois se as notas altas atuam pela abertura da respiração, aqui a abertura se dá à nível de coração, de completude.
São sedutoras, envolventes, hipnóticas! 
Em particular as notas médias florais, irão mexer positivamente com a libido, propiciando contato verdadeiro e entrega.
Notas médias conectam, estabelecem vínculos legítimos, celebram a harmonia, beleza e autenticidade. A paz resultante é acolhedora, calorosa e compartilhada.


Notas Básicas - traz a estabilidade. Podemos lembrar do Cedro ou do Olíbano. Nesta nota estão os aromas que "permanecem", e nos remetem à valores hierárquicos:  familiares, ancestrais, religiosos, superiores. 
Nos organiza à partir de nossos apoios essenciais e estabelecendo conexão intuitiva. Traz profundo sentido de proteção. Razões pelas quais nesta classe olfativa está a maioria dos oes usados nas práticas religiosas e meditativas. 
Desenvolve confiança, firmeza, nobreza e liberdade responsável, freando compulsões e auxiliando estados mentais conturbados. Atua melhor nos aspectos da mente inconsciente (arquivos sem lembrança, memórias não codificadas). 
Muitos oes de nota de fundo são viscosos, gosmentos, resistentes! 
Estes oes mais densos fazem um mergulho ainda mais profundo na mente, rastreando as portas do inconsciente e trazendo à tona lembranças, insights ou sonhos - em geral são memórias de afeto, proteção, espiritualidade, poder pessoal; mostra à consciência aquilo que está guardado a espera de luz, significado e acolhimento; ao mesmo tempo em que desperta nossas fontes energéticas que sustentarão a permanência destes valores.
Podem nos dar conforto em vários níveis, pois nesta classe está a maior parte das essências que nos dão suporte, chão, raiz. 




Imagens que ilustram este post: obras com ref. a Vincent Van Gogh



.

28 abril, 2020

OE Bergamota - O maná dos deuses, para os calabreses.

Aiii.... gosto tanto dos efeitos da Bergamota - o óleo mais equilibrante que conheço!
_____________

Maná: Alimento espiritual de origem divina, aquele que consola e liberta a alma dos deprimidos, aflitos e tristes. Traz de volta luz, calor e alegria de viver - mostra que sempre haverá luz no final do túnel.
A Bergamota é um fruto não comestível, exceto para produção de geleia (Marmalade Bergamotto) e o  licor (Bergamino), mas sua máxima produção se destina para extração de seu potente óleo essencial, chamado de “Maná dos deuses” pelo povo que habita a região do sul da Itália, chamada de Reggio di Calabria.
Este fruto cítrico – segundo seus produtores – tem inteligência divina; foi trazido para a Calábria por volta do século XV, não se sabe claramente de onde – sua origem é envolta uma nevoa de mistério.
Tudo que se sabe é que veio trazer rejuvenescimento para uma das regiões da Itália,considerada como a mais “deprimida”, também trouxe expressivo aquecimento econômico.
Este fruto pertence à família botânica dos cítricos, chamada de Rutáceas. Divide parentesco com todos os outros frutos cítricos (Laranja, Limão, Lima, Mandarim, Grapefruit, Petitgrain e Neroli) e, por mais incrível que possa parecer, a Bergamota tem também parentesco botânico com outra planta muito comum para muitos de nós, a Ruta graveolens, conhecida popularmente como Arruda.
No campo psíquico: pesquisas realizadas com plantas pertencentes a esta grande família botânica a confirmam como fonte inestimável de cura, têm grande potencial terapêutico como libertadora para variados tipos de problemas psíquicos. Atuam como restauradora da liberdade de movimentos, liberdade para aqueles que se sentem aprisionados aos seus medos, sofrimentos, dores, tristezas, ressentimentos, traumas e raivas.
Tudo isto pode ser considerados como “restrições internas” – é sabido que sentimentos enterrados vivos, jamais morrem, até que sejam encarados e resolvidos.
Pessoas aprisionadas neste perfil são frequentemente sofredoras de retraimento, isolamento, timidez, desconfiança – podem ser bastante reativas, inseguras e são profundamente sensíveis; muitas apresentam quadro depressivo crônico e ou ansiedade, condições que a Bergamota tem indicação terapêutica muito positiva.Podem também se tornar comumente desesperançadas, demonstrando muito medo de mover-se para frente, dar passos em direção a libertação de suas amarras; são temerosas das coisas novas e ou daquilo que desconhecem.
A raiva pode ser uma das emoções expressadas com muita frequência – comumente, isto pode estar sinalizando apenas um mecanismo de defesa, que esconde verdadeiros sofrimentos internalizados não resolvidos, mas ainda latentes e vivos, clamando por resoluções. Curando-se a dor e o sofrimento interno, desaparecem sintomas de raiva e de depressão; a sensação de isolamento e muitas outras condições que podem estar acompanhando o quadro também desaparecem. Com isto, novas possibilidades serão vislumbradas – a passagem da sombra para a luz, a morte dando lugar para a vida, que abre caminho para expressar-se livremente. O óleo de Bergamota atua muito bem em pessoas hipersensíveis, ajudando-as a administrarem as situações relacionadas com perdas, dor, sofrimento, mágoas, ressentimentos, frustrações e muitas outras condições que podem afetá-las profundamente, confere firmeza, determinação e confiança interna de que tudo tem evolução em começos, meios e fins.
No físico: age como excelente curador e ou colaborador para tratar os problemas de pele, tais como eczemas, acnes, furúnculos e herpes zoster. Têm sido obtidos bons resultados no tratamento de psoríase e vitiligo, para os quais o uso deste óleo não pode ser considerado como proposta de cura definitiva, por serem doenças cutâneas muito sérias; existe, entretanto, a possibilidade de que o uso do óleo essencial de Bergamota possa provocar a diminuição ou a interrupção do processo degenerativo da doença. O óleo atua holisticamente no ser humano – sabe-se que muitas doenças de pele têm sua origem no nível psíquico.
Semelhantemente aos outros óleos cítricos, a Bergamota age como um excelente óleo digestivo, principalmente em casos de indigestão provocada por consumo de alimentos gordurosos, frituras, açúcares; regenerador das células do fígado, colaborador para a recuperação em ocorrências de alcoolismo.
Assim como o Limão, o óleo de Bergamota tem excelente ação antiácida – atua combatendo a acidez excessiva, que gera muitos problemas para o corpo tais como digestão fraca e lenta, flatulência, constipação, boca amarga, toxidade sanguínea, dores de cabeça, azia, fraqueza mental e física, mau hálito; o câncer e a Cândida albicans encontram terreno fértil num corpo físico ácido (prevenir sempre foi o melhor remédio).
O óleo essencial de Bergamota, associado ao óleo de Limão, forma uma excelente sinergia para equilibrar o pH do corpo e, consequentemente, preservar a saúde em geral.
Na pele: age combatendo a oleosidade; pode também ser usado no preparo de xampus para tratar os cabelos oleosos com a presença de caspa.
Precauções: atenção e cuidados devem ser tomados ao se fazer uso do óleo de Bergamota: por se tratar de um óleo fototóxico, ou seja, fotossensibilizante, pode manchar a pele – assim , se for aplicado no corpo, é preciso não se expor ao sol, pelo menos uma hora após o seu uso.
texto de Vera Lucia Guedes

05 fevereiro, 2020

Terapias - Olhando Além

Por Milene Siqueira

Lembro de uma imagem com um prédio caindo e alguém subindo com uma escada onde os degraus eram palavras como florais, massagens e óleos essenciais, remetendo a apoios insuficientes de uma declarada queda - algo assim.

Concordo com a imagem, também acho perigoso quando usamos recursos naturais como apenas socorros emocionais. 
Não que eles não sejam, são e muito. Óleos essenciais, por exemplo, acalmam, equilibram, estimulam. Todo recurso de prática terapêutica é cheio de elementos que contribuem para restabelecer o equilíbrio perdido. Porém, focar no uso com base em paliativos não é muuuiiiito diferente de utilizar a alopatia para doer menos, para anestesiar. E em nada para aprender. Ainda que, sim digamos, que este ou aquele recurso tem o benefício singular da energia vital, orgânica, biocompatível, etc

Aprender implica em paciência, tolerância, construindo bases de fortalecimento e resiliência - e para tanto precisaremos olhar, sem tapar buracos, sem anestésicos. É uma arte que se aperfeiçoa no experienciar. Lidar com nossas emoções de forma não aversiva, não dolorida, mas afetiva, autocompassiva.

Sim! Há momentos que o que temos unicamente a fazer é apagar o incêndio! Mas fora do perigo, precisaríamos olhar num nível bem mais amplo para a condução dos cuidados terapêuticos. Que por base, inclui o equilibrio constante dos elementos em nosso ser. Penso que Hipócrates tinha mesmo razão, quando disse:

"Um banho perfumado e uma massagem aromática, todos os dias, constituem o melhor caminho para se ter o corpo e a mente saudáveis"  | Hipócrates, século IV a.C.


Bom, sabemos o quanto de dificuldades muitas pessoas encontram em se quer poder se alimentar -  nem digo bem, digo se alimentar! Quem diria o mais... como um banho e massagens aromáticas! A vida urbana dentro do sistema é complicada, adoece.

Mas, imaginando aqui que você esteja um pouco que seja podendo se cuidar... lembre-se que em nível básico os melhores aliados da sanidade como um todo, estão no equilíbrio dos elementos - ar, fogo, água, terra! E seja, por exemplo, indo pro mar, pra cachoeira ou apenas conscientizando-se no banho do chuveiro, faça contato com os elementos naturais a nível grosseiro,físico. E onde eles também estão presentes mas em modo mais sutil - nos óleos essenciais, florais, homeopatia, acupuntura, na dança, e enfim em todas as terapias! 
Na bem da verdade os elementos estão presentes em nós, mas nunca ou raramente tivemos o hábito de acessar a energia deles em nós, então usamos o modo físico através da atenção da consciência e também da energia como ponte.

Segundo, autoconhecimento e conhecimento! Elemento ar incluído aqui também! Importantíssimo para adquirir consciência!

Nenhum recurso ainda que natural, sejam óleos essenciais, cristais, florais, técnicas corporais ou energéticas, nos trarão consciência! Simplesmente porque nossa consciência não pode ser produzida de forma autônoma por algo externo a nós mesmos. Eles podem auxiliar, principamente ajudando a restaurar a harmonia, alterando a vibração e até mesmo formas de comportamento, ou ainda auxiliando uma sutil compreensão,  ampliando assim as possibilidades de consciência. De forma direta eles não nos ensinam, mas teremos acesso a possibilidades mais abertas, disponíveis em aprender, em conscientizar.


O autoconhecimento bem dirigido traz consciência. E consciência costuma doer, mas também nos ampara e ajuda a amparar aos demais ao nosso redor - sendo mais cuidadosos, pacientes, compreensivos com as dores alheias. Ser consciente - trazer lucidez aos nossos processos ajuda demais! Beneficia e resolve muitas questões.

Mas... somente parando por aí, em ter a consciência do porque agimos de tal forma, dos mescanismos de proteção, etc, pode nos deixar estagnados em algumas partes, operando situações e lembranças em rigidez,fixação, dor. Até que, se conduza a um elemento importantíssimo, o espaço! Que compreende visão, abertura, criatividade, sabedoria, amor e compaixão!


12 novembro, 2019

Psicoaroma? Aromaterapia? Óleos Essenciais?

Psicoaroma ou:


Psicoaromaterapia:

Aromaterapia: nome dado por René-Maurice Gattefossé em 1928, para a a terapia do uso dos óleos essenciais. 
Psicoaromaterapia é portanto o uso dos óleos essenciais aplicados mais especificamente às emoções, ao espectro psicológico.

Psicoaromatologia:

Aromatologia: nome recente, da década de 70, que cunha um espectro mais científico e farmacológico ao uso dos óleos essenciais, ampliando e especificando aplicações diversas como na agronomia, veterinária, medicina, psicologia, gastronomia, odontologia, etc



Aromaterapia e óleos essenciais:



Há milhares de anos, os chineses, egípcios e árabes iniciaram a arte de extrair e fazer uso dos óleos essenciais (oes).
Mas o termo Aromaterapia só surgiria na década de 20 por René-Maurice Gattefossé, Ph.D., um químico francês. E atualmente conta com o reconhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), como forma de tratamento que propicia harmonia entre corpo-mente.

Óleos essenciais são pequenas gotas entre as células vegetais de folhas, flores, frutos, raízes, gramíneas, resinas. Essas gotículas agem como hormônios, reguladores e catalisadores. O aroma exalado é geralmente muito agradável, pois serve de defesa à vírus, bactérias e micróbios que somente proliferam em ambientes fétidos.

A Aromaterapia utiliza-se somente de óleos essenciais (100% natural e vegetal) - que permitem uma troca orgânica tanto em sinergia entre os elementos (composição), como na sinergia vital entre a essência e o indivíduo a ser tratado.

Note que todo óleo essencial é uma essência, porém, nem toda essência é um óleo essencial!





11 novembro, 2019

Junípero


por Pedro Paulo Monteiro 

(...)

Pelo fato de o nosso corpo não ser uma máquina a produzir efeitos, baseados em suas causas, e sim uma complexidade simbólica, a aromaterapia propicia diminuir diversos sofrimentos, tais como: irritabilidade, raiva, inquietação, ansiedade, tensão de expectativa, angústia, medo, culpa, retraimento, apatia, indolência, pensamentos obsessivos que geram fadiga, melancolia, desconcentração, tristeza, depressão.

A aromaterapia é alquimia natural. Paracelso, por exemplo, dizia que um médico deveria aprender a linguagem da natureza para dominar a medicina. Atualmente, com o avanço da ciência tecnológica fica difícil acreditar no aroma terapêutico. As pessoas estão habituadas a pensar erroneamente somente em “problemas reais”, ou seja, problemas que possam ser analisados pelos aparelhos de medição. O que não se pode medir não significa que inexista.


O corpo é o palco de manifestação daquilo que somos. Ao estarmos bem, temos liberdade de expressão, caso contrário nós apresentamos movimentos bloqueados e lentificados. Tudo depende do ser e estar de cada um. Quando dizemos que estamos com raiva, não raro podemos estar inflamados. Ou quando dizemos que estamos de “saco cheio” podemos estar entupidos de secreção.


O corpo tem linguagem própria, recusa o pensamento lógico. Mesmo que queiramos dar coerência aos sintomas caímos na armadilha do erro. O corpo é história e, portanto, memória. Tudo está nele, e vem com ele na travessia do tempo.


Nesse sentido, a aromaterapia pode contribuir bastante em nossa prática. Se experimentarmos usar alguns óleos essenciais quando estivermos alongando, ou mesmo fortalecendo alguns grupos musculares, teremos efeitos no tratamento de todo o indivíduo. Por assim dizer, a relevância da aromaterapia associada à fisioterapia vai mais longe, porque trabalhamos o ser individual como um todo integral.

Por exemplo, eu atendo uma senhora de 80 anos de idade que apresenta artrose de joelhos. O joelho direito já sofreu artroplastia total, e o esquerdo estava caminhando para a cirurgia. Segundo ela, fez fisioterapia “liga e desliga” durante quinze anos, o que só contribuiu para mais dor e a cirurgia como último recurso.

Há um mês, além das técnicas convencionais de alongamento e organização corporal, estou usando óleo de Junípero (Juniperus communis) para eliminar a dor e diminuir os espasmos protetores. Ela já flexiona o joelho a 90 graus, o que antes parecia impossível. A dor tem diminuído muito, e ela já consegue subir e descer escadas. Como ela diz: “estou muito mais esperançosa”. Sem dúvida, não é somente o óleo de Junípero, mas com certeza ele tem feito diferença no processo terapêutico, principalmente no que diz respeito ao tempo de recuperação.


Pela perspectiva psicossomática podemos fazer uma leitura interessante. As articulações são nossas “encruzilhadas psicossomáticas”, a mobilidade que nos permite ir adiante. A artrose, como todos sabem, é a degeneração, a representação do desgaste temporal. Tudo o que carregamos através de nosso plano anímico-corporal. O joelho se curva, é a articulação que simboliza a humildade. Não quero afirmar que ela não seja uma pessoa humilde, mas ela sempre fora uma mulher a cuidar de todos, sem ter retribuição do cuidado. Ou seja, cuidar, sem aceitar ser cuidado é uma postura de falta de humildade para consigo mesma. Durante anos ela cuidou do pai doente até a morte dele, depois veio a mãe, e ela mais uma vez exerceu o seu papel de filha cuidadora, não encontrou ninguém para estar ao lado dela, e hoje vive sozinha. Ela se condenou, carregando no corpo as dores (artrose) da recusa em curvar-se sobre si mesma e aceitar se libertar.


O arbusto do Junípero nasce por toda a região mediterrânea, e tem propriedades purificantes e desintoxicantes. Está sempre verdejante - o símbolo do momento presente, da renovação. Assim, possui efeito de limpar o passado, renovar o presente, e permitir o caminhar em direção ao futuro.


A dor é sempre resistência, recusa do fluxo da vida, imolação. O corpo serve de referência para entendermos que algo precisa ser modificado, porque ele é uma estrutura dinâmica.
Portanto, ela está conseguindo abandonar o passado e seguir adiante, rumo a novas descobertas. Não há idade certa para fazer ou deixar de fazer qualquer coisa. O tempo é agora.
Tudo começa onde estamos. Somos poesia porque somos autoconstrução contínua.


Para finalizar, eu acredito na poesia do corpo, e como está escrito no livro Quem Somos Nós? O Enigma Do Corpo:

“A poesia utiliza-se de uma linguagem metafórica que tem ritmo, pulsação. Do mesmo modo, o corpo humano existe porque tem ritmo e pulsação sustentados por campos eletromagnéticos. Sabemos que a matéria é constituída por partículas minúsculas em um vasto vazio do espaço, unidas por campos elétricos. Em síntese, o corpo é plástico porque é energia em ação.” (Monteiro, 2004:14)




Aromacologia



 Você sabia que em menos de 1 segundo somos capazes de detectar inúmeras substâncias presentes no ar, em concentrações tão baixas que nenhuma máquina construída pelo homem detectaria?

   Aromacologia é um termo criado para descrever o conceito desenvolvido para o estudo das inter-relações entre psicologia e tecnologia de fragrâncias. A marca AROMA-CHOLOGY® foi registrada em 1989, pelo Sense of Smell Institute, formalmente conhecido como Fundação para Pesquisa do Olfato. 



      (OBS: O termo Aromacologia se refere a como todo tipo de odor interfere em condições psicológicas, não somente a utilização de óleos essenciais (naturais) como a Aromaterapia prediz.)

     A Aromacologia trabalha ativando determinadas áreas do sistema límbico e do hipotálamo, que controlam a maioria das funções vegetativas e endócrinas do corpo.

   
A Aromacologia foca alcançar os efeitos positivos causado pelos aromas em todo organismo, nas emoções e no humor, para trazer bem-estar e melhorar a qualidade de vida humana. Em paralelo, o tratamento terapêutico realizado através do emprego dos óleos essenciais deve sempre ser conduzido e orientado por um médico ou terapeuta especialista, que avalia e acompanha o quadro de cada paciente, analisando-o dentro de uma abrangente visão, levando em consideração os aspectos físicos, mentais e emocionais de cada indivíduo. 


   A indústria da perfumaria e cosmética vem trabalhando cada vez mais com o conceito da Aromacologia, com o objetivo de desenvolver estudos e pesquisas para acompanhar os efeitos das fragrâncias sobre o comportamento humano.Os nervos olfativos terminam numa região do cérebro que não usa o mesmo tipo de lógica dos nossos centros do intelecto. Embora os odores formem um tipo de sistema de comunicação, não podem constituir uma linguagem, pois funcionam por associações e imagens e não são analíticos. Esta área é chamada de sistema límbico. 

   O sistema límbico envolve uma área do nosso cérebro relacionada com a nossa memória e os instintos mais primários de sobrevivência que herdamos do reino animal como: fome, sede, sexo, defesa.Os cheiros agem justamente nesta área, estimulando reações comportamentais positivas ou negativas, podendo com isso auxiliar a trabalhar traumas, distúrbios de personalidade e alterações comportamentais.oi descoberto em 1992 que os sesquiterpenos dos óleos essenciais possuem a capacidade de romper a barreira sanguínea do cérebro afetando a amídala, que é a área do cérebro que grava e relembra traumas emocionais. 

    O Dr. Joseph Ledoux da Universidade médica de Nova York percebeu que o efeito de óleos essenciais inalados sobre a amídala pode auxiliar na liberação de traumas emocionais guardados.

   Cada doença possui uma relação específica com características psicossomáticas e neste ponto é onde a psicoaromaterapia possui sua mais potente ação, podendo ajudar no clareamento mental das condições psíquicas que tem gerado as doenças. 

  Cada pessoa reage aos aromas de uma maneira diferente. A qualificação que damos ao cheiro depende de questões sociais, gostos pessoais, experiências relacionadas com os cheiros, o tipo de alimentação que temos e hábitos de vida. Mas existem reações específicas a cada cheiro memorizados e guardados como uma carga genética e que trazemos como herança de nosso processo evolutivo da natureza. Ao longo de milhares de anos os seres vivos foram evoluindo.
Durante este processo evolutivo eles foram retendo memória de experiências vividas não só espiritualmente, mas também em sua carga genética. A maior parte desta informação genética está vinculada no cérebro diretamente ao sistema límbico.

(...)




01 novembro, 2019

Lavanda Francesa é tão eficaz quanto Lorazepam


por André Ferraz (11/01/18)

(https://www.youtube.com/watch?time_continue=372&v=Qu-POD9je0w)


A ansiedade é considerado o mal do século pela Organização Mundial da Saúde. Hoje, a grande maioria das pessoas vive uma vida ansiosa, causada correria e desgastes da vida moderna, principalmente em grandes cidades e centros urbanos.
Mas você pode ter no seu bolso um frasco de óleo essencial tão eficaz para a ansiedade quanto o Lorazepam!
Eu mesmo durante a adolescência até a vida adulta sempre fui muito ansioso. Com 9 anos de idade cheguei a responder a uma dentista que me sentia ansioso. Hoje, eu não me considero uma pessoa ansiosa, mas tenho, devido a compromissos e responsabilidades, momentos de ansiedade. Logo que percebo que estou começando a ser tomado pela ansiedade, faço uma meditação com óleo essencial e retomo o meu centro.
É muito difícil viver sem ansiedade, porém é importante que você saiba que tem recursos para mandar para sua consciência a informação de que você está seguro, confiante e tranquilo.
Uma pesquisa conduzida na Alemanha provou que o óleo essencial de Lavanda Francesa é tão eficaz quanto o Lorazepam para transtorno de ansiedade generalizado.
A pesquisa foi feita com 77 adultos, metade deles recebeu meio miligrama de Lorazepam e a outra metade oitenta miligramas do remédio Silexan, patenteado na Alemanha. O Silexan possui quatro gotas do Óleo Essencial de Lavanda e é usado internamente.
Durante 6 semanas, apenas uma vez ao dia, os participantes recebiam Lorazepam ou o Óleo Essencial de Lavanda Francesa. Após o período de tratamento, os cientistas repetiram os testes psicológicos e o grupo que utilizou o Óleo Essencial de Lavanda Francesa reduziu em 52,5% o nível de ansiedade contra 40% do grupo medicado com Lorazepam.

Por que utilizar o óleo essencial de Lavanda?

A resposta é simples: o Óleo Essencial de Lavanda Francesa não tem os efeitos colaterais indesejáveis como têm os benzodiazepínicos, que são fadiga, sonolência, perda da libido entre outros.
Se você é ansiosa ou conhece alguém que sofra com isso: não deixe de ter um vidro de Lavanda com você! O uso pode ser feito por inalação ou por ingestão.  Ao contrário do que muitas pessoas falam, o uso interno de óleos essenciais para muitos desequilíbrios é seguro e eficaz, como foi comprovado no estudo apresentado.

Como tratar?

Então, pingue 4 gotas de óleo essencial de Lavanda em uma colher com mel, coloque debaixo da língua e engula. Você deve fazer isso apenas uma vez ao dia durante 6 semanas e 52,5% da sua ansiedade será reduzida!
_____ 
obs por Milene:
- De preferência, faça a ingestão à noite e beba 1 copo de água após. Pode começar com menos - 1 a 2 gotas, pode ser o suficiente, principalmente se a Lavanda for Fina/highland (alta altitude), mailette, que contém maior teor de linalol. 
Lavandula Angustifolia/Officinalis (França)
- Não use se a sua pressão for muito baixa.
- A ingestão também pode ser substituída por inalações diretas.
A ingestão de oes não é regulamentada no Brasil, porém há benefícios que podem ser indicados no caso de alguns oes, sem que haja contra indicações. De qualquer maneira, é sempre recomendado a procura de um Aromaterapeuta especialista em ingestão. 




30 outubro, 2019

Rota da Inalação

A maior parte dos efeitos curativos dos óleos essenciais ocorre, sobretudo, através da própria inalação, por via da mente e de alguns caminhos emocionais.




Rota Cerebral:

óleos essenciais vaporizados --> 
entra no nariz --> 
passa através da cavidade nasal --> 
células receptoras --> 
sinal eletroquímico --> 
bulbo olfativo --> 
sistema límbico -->
amígdala hipocampo|córtex --> 
hipotálamo -->
interfere no sistema endócrino e no sistema nervoso --> 
efeitos emocionais.


Rota Pulmonar:

óleos essenciais vaporizados -->
entra no nariz -->
passa através da cavidade nasal -->
entra nas membranas mucosas -->
corrente sanguínea --> 
efeitos físicos.




Shirley Price - Aromaterapia e as Emoções

Notas Aromáticas

por Milene Siqueira

Os óleos essenciais (oe) estão classificados em três níveis olfativos caracterizados por suas notas, são elas: alta (ou topo/cabeça/saída), média (meio/coração/corpo) e de base (básica/fundo), que referem-se a taxa de volatilidade de um oe. 

Assim, as notas altas são a primeira impressão olfativa a serem sentidas em um perfume. Já o que permanece e fixa o aroma são as essências de notas base, as quais serão sentidas por longo tempo. As médias são a alma, o coração de uma fragrância, e fazem o vínculo harmonioso, ligando notas altas à básicas, e predominam assim que a nota alta se dispersa.
Uma bela "melodia" olfativa irá depender deste prévio conhecimento trino, ou de uma boa percepção intuitiva!

Cada óleo essencial é classificado por notas dentro das famílias aromáticas e mais precisamente de forma individual.
Há também óleos essenciais com notas intermediárias (ex.: base leve, média para básica), e outros com várias notas ao mesmo tempo (multinotas), também consideradas essências de ponte. A maioria dos livros de consulta a óleos essenciais traz a referência de qual nota pertence cada oe (havendo também divergências ou classificações pessoais conforme cada autor). 
Em geral, considera-se:
Nota alta: cítricos, mentolados, canforados, coníferas.
Nota média:  florais, especiarias, herbáceos.
Nota básica: amadeirados, terrosos, resinosos, doces/abaunilhados.

Mas não é só para a perfumaria que o conhecimento de notas aromáticas vale, mas quando pensamos em tratamento, em Aroma como Terapia (Aromaterapia!), e mais específicamente em Psicoaroma!

As características abaixo servem como ponto de partida, pois cada família aromática e especialmente cada óleo essencial carrega consigo singularidades devendo-se, portanto, levar em conta demais aspectos.

Nota Alta - Vamos imaginar o Eucalipto ou um Limão, o frescor, a limpeza, pureza... 
Os aromas com nota alta são os mais voláteis, impetuosos, lúcidos, brilhantes, juvenis; são como a brisa que abranda no alto verão. São aromas que movimentam, despertam! 
Grande parte tem ação solvente, adstringente e emoliente. 
Atuam melhor nos aspectos da mente consciente (acontecimentos presentes, instantâneos e periféricos). Agem rapidamente, guiam e ajudam pessoas que precisam suavizar a jornada, trazer luz, alegria, ânimo, leveza, flexibilidade, desapego, alívio, descongestionar. Abrir "caminhos", pensamentos e a respiração. 
Pensando nisso tudo, dá para entender porque somem tão rápido quanto chegam... são livres, leves e soltos! "Acendem a luz" e concedem passagem! 


Nota Média -  Ligação. Podemos imaginar ou sentir um Ylang Ylang ou um Gerânio. Os aromas com nota média corporificam, envolvem, enlaçam. Traz totalidade, característica da união harmoniosa a que são destinadas. 
A maioria destas essências é sedativa. Atua melhor nos aspectos da mente pré-consciente/subconsciente (acontecimentos do passado com fácil acesso a recordar, crenças adquiridas, automáticas - nível mental intermediário).
Essas essências exalam conforto afetivo, e propiciam virtudes para a resolução de questões ligadas ao afeto, pois se as notas altas atuam pela abertura da respiração, aqui a abertura se dá à nível de coração, de completude.
São sedutoras, envolventes, hipnóticas! 
Em particular as notas médias florais, irão mexer positivamente com a libido, propiciando contato verdadeiro e entrega.
Notas médias conectam, estabelecem vínculos legítimos, celebram a harmonia, beleza e autenticidade. A paz resultante é acolhedora, calorosa e compartilhada.


Nota Básica - traz a estabilidade. Podemos lembrar do Cedro ou do Olíbano. Nesta nota estão os aromas que "permanecem", e nos remetem à valores hierárquicos:  familiares, ancestrais, religiosos, superiores. 
Nos organiza à partir de nossos apoios essenciais e estabelecendo conexão intuitiva. Traz profundo sentido de proteção. Razões pelas quais nesta classe olfativa está a maioria dos oes usados nas práticas religiosas e meditativas. 
Desenvolve confiança, firmeza, nobreza e liberdade responsável, freando compulsões e auxiliando estados mentais conturbados. Atua melhor nos aspectos da mente inconsciente (arquivos sem lembrança, memórias não codificadas). 
Muitos oes de nota de fundo são viscosos, gosmentos, resistentes! 
Estes oes mais densos fazem um mergulho ainda mais profundo na mente, rastreando as portas do inconsciente e trazendo à tona lembranças, insights ou sonhos - em geral são memórias de afeto, proteção, espiritualidade, poder pessoal; mostra à consciência aquilo que está guardado a espera de luz, significado e acolhimento; ao mesmo tempo em que desperta nossas fontes energéticas que sustentarão a permanência destes valores.
Podem nos dar conforto em vários níveis, pois nesta classe está a maior parte das essências que nos dão suporte, chão, raiz. 




Imagens que ilustram este post: obras com ref. a Vincent Van Gogh